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Educação

Por que o valor da escola só é olhado quando já é tarde

Há um comportamento comum entre empresários de todos os setores e particularmente frequente entre donos de escola: o valor do próprio negócio raramente é acompanhado. Vale examinar por que isso ocorre e qual o custo dessa ausência, porque o padrão se repete com consequências previsíveis.

As três situações em que o valor aparece

O número costuma ser calculado em três situações, e todas chegam sob pressão. A primeira é o surgimento de uma proposta de compra, quando o prazo para responder já está correndo. A segunda é o conflito entre sócios, quando a discussão sobre valor já está contaminada pela divergência pessoal. A terceira é a sucessão, em geral acionada por um evento familiar. Nos três casos, o valuation aparece como resposta a um problema instalado.

O limite do laudo pontual

O laudo pontual cumpre função legítima nessas situações e resolve exigências contratuais ou disputas já formalizadas. O que ele não faz é orientar decisão de gestão, porque descreve um instante e envelhece com rapidez. Uma escola que organiza matrícula, reajusta mensalidade, contrata corpo docente e investe em estrutura ao longo do ano tem seu valor alterado diversas vezes no período, e nenhuma dessas variações fica registrada.

Valor como indicador de gestão

A alternativa é tratar o valor como indicador de acompanhamento, na mesma lógica com que se acompanha o fluxo de caixa. Quando o número passa a ser atualizado mês a mês, ele deixa de ser um veredito recebido em momento crítico e se torna um painel consultado antes de decidir. Essa mudança de natureza é o que retira o dono da posição reativa.

O objetivo do acompanhamento é que o dono de escola nunca seja pego de surpresa.

Conteúdo de natureza educacional e opinativa. Não constitui recomendação de investimento, parecer jurídico ou avaliação para um caso concreto.

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